Economia
05/11/2026
O Brasil destinou R$ 77,16 bilhões em subsídios federais ao setor de energia em 2025. Desse total, R$ 54,12 bilhões (70,14%) beneficiaram combustíveis fósseis, enquanto R$ 23,04 bilhões foram direcionados às fontes renováveis, como energia solar e eólica.
Os dados são da 9ª edição do Monitoramento dos Subsídios Federais às Fontes de Energia, divulgado pelo Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc). Para cada R$ 1 destinado às energias renováveis, R$ 2,35 foram concedidos aos combustíveis fósseis, principais responsáveis pelas emissões que provocam o aquecimento global.
Apesar do predomínio das fontes fósseis, os incentivos às renováveis cresceram 20,89% em relação a 2024. Já os subsídios aos combustíveis fósseis recuaram 1,27%. No conjunto, os benefícios ao setor energético aumentaram 4,44%.
A expansão das renováveis foi impulsionada principalmente pela geração distribuída, como a instalação de painéis solares em residências e estabelecimentos comerciais. Essa modalidade recebeu R$ 14,71 bilhões em incentivos.
O Inesc alerta, porém, que parte dos custos desses benefícios acaba transferida aos consumidores que não possuem sistemas próprios de geração, ampliando o risco de desigualdade no acesso à energia.
Entre os incentivos aos combustíveis fósseis, destaca-se a Conta de Consumo de Combustíveis (CCC), que recebeu R$ 14,11 bilhões para financiar a geração de eletricidade em sistemas isolados, principalmente por usinas movidas a diesel.
O instituto defende uma reforma dos subsídios para acelerar a transição energética, reduzir desigualdades e ampliar o acesso às fontes limpas.
Em resposta, o Ministério da Fazenda afirmou que os números já demonstram uma redução gradual dos incentivos aos combustíveis fósseis e uma ampliação dos recursos destinados às renováveis.
A pasta destacou iniciativas como a Lei dos Combustíveis do Futuro, o Plano de Transformação Ecológica e o Fundo Clima, que prevê R$ 27,5 bilhões para 2026. Segundo o governo, essas medidas devem contribuir para uma distribuição mais equilibrada dos incentivos e o cumprimento dos compromissos ambientais do Brasil.
é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 96 FM Natal, 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras.
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