Economia
08/04/2026
O sindicato que representa os donos de postos no Rio Grande do Norte entrou no radar de Brasília. O Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) instaurou um inquérito para apurar a conduta de dirigentes locais.
A suspeita é de que lideranças potiguares tenham usado declarações públicas para "cantar a pedra" de novos reajustes. Para as autoridades, essa sinalização pode indicar um aumento coordenado entre os revendedores do estado.
Além do caso no RN, a investigação atinge sindicatos da Bahia, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. O Distrito Federal já enfrenta uma apuração semelhante por práticas parecidas.
A denúncia chegou ao órgão através do Ministério da Justiça e Segurança Pública. O ministério acredita que as falas públicas funcionam como um gatilho para elevar os valores de forma conjunta.
Essa tática de anunciar aumentos antes da hora é considerada nociva para a livre concorrência. Quando o mercado recebe esses avisos, os preços tendem a subir de maneira casada, prejudicando o consumidor final.
Agora, a Superintendência-Geral do Cade vai caçar evidências e ouvir os envolvidos. Caso a sujeira apareça, um processo administrativo será aberto para aplicar punições.
Se as irregularidades forem confirmadas, as sanções podem ser pesadas para os dirigentes e as entidades. O objetivo é garantir que o preço na bomba seja definido pela disputa real e não por conversas de bastidor.
é um jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UNP, atuou em vários veículos importantes locais e nacionais (Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e rádios 96 FM, 98 FM e 91.9 FM). Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN. Foi coordenador de comunicação da Potigas, e assessor da presidência da Petrobras.
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