Justiça
28/10/2025
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) entrou com um recurso no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo a revisão da condenação que o responsabilizou pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.
A defesa diz que o julgamento teve “cerceamento de defesa”, baseou-se em uma delação “viciada e contraditória” do tenente-coronel Mauro Cid e cometeu erro jurídico nas penas aplicadas, segundo informou o g1.
O recurso, apresentado como embargos de declaração, afirma que os advogados não tiveram tempo para analisar as provas - mais de 70 terabytes de dados - e que o ministro Alexandre de Moraes negou pedidos de adiamento.
Para a defesa, isso feriu o direito de defesa e a igualdade de condições no processo.
“Ora, a prova da suposta ciência do ex-Presidente seria um áudio enviado por Mario Fernandes a Mauro Cid citando um encontro com o ex-presidente ocorrido nada menos que um mês depois. De fato, afirmações que prescindem da lógica não encontram a necessária prova”, diz o texto.
Os advogados pedem ainda que o STF reconheça que o crime de abolição violenta do Estado Democrático de Direito deve ser absorvido pelo de golpe de Estado, por se referirem aos mesmos fatos.
Também apontam “omissões e contradições” na decisão e erros na dosimetria da pena.
Os embargos de declaração não costumam alterar condenações, mas podem abrir brechas para novos recursos.
é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, assina coluna política no jornal Agora RN e edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.
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