Política
27/04/2026
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) completa nesta segunda-feira (27) um mês em prisão domiciliar, com uma rotina mais branda do que a vivida na Papudinha, mas marcada por forte isolamento.
Na residência, em Brasília, Bolsonaro se divide entre a TV e interações com os cachorros, sob os cuidados da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Aliados relatam melhora no estado de saúde, mas apontam efeitos negativos da falta de convívio social.
Condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, Bolsonaro passou ao regime domiciliar em março, após autorização de Moraes, por motivos de saúde. Ele havia sido internado com pneumonia associada a crises de soluço.
As regras impostas restringem visitas a médicos e advogados. Os filhos podem vê-lo apenas às quartas e sábados, por até duas horas. Encontros com amigos e aliados políticos foram suspensos.
Michelle assumiu integralmente a rotina doméstica e os cuidados com o marido, administrando medicação em seis horários diários, com apoio da filha Letícia Firmo. O novo cenário a afastou da política: ela deixou o comando do PL Mulher, reduziu viagens e interrompeu articulações para sua pré-candidatura ao Senado pelo Distrito Federal.
Em casa, Bolsonaro assiste a filmes de guerra, jogos de futebol e programas esportivos. Sem acesso à internet ou streaming, também não tem registrado leitura — atividade que poderia contribuir para remição de pena, segundo relatório da Polícia Militar.
Ele ainda auxilia a filha Laura, de 15 anos, em tarefas escolares e mantém contato frequente com os animais de estimação, o que tem ajudado no humor. Por outro lado, há preocupação com riscos sanitários, diante da exposição a ambientes não esterilizados.
A rotina doméstica é reforçada por dois funcionários e um ajudante para compras. Michelle também cuida da alimentação do ex-presidente, preparando refeições que, eventualmente, compartilha nas redes sociais.
é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, assina coluna política no jornal Agora RN e edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.
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