Mundo
26/10/2026
A reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), neste domingo (25), provocou uma onda de manifestações internacionais. Com cerca de 51,8% dos votos válidos, contra 48,2% de Flávio Bolsonaro (PL), Lula recebeu cumprimentos de chefes de Estado e de governo de diferentes correntes políticas. Até a manhã desta segunda-feira (26), porém, permanecia sem uma mensagem oficial de parabéns dos presidentes Donald Trump, dos Estados Unidos, e Javier Milei, da Argentina.
Na América Latina, o reconhecimento ultrapassou as divisões ideológicas. A presidente do México, Claudia Sheinbaum, celebrou a vitória de Lula como uma conquista da democracia. O cubano Miguel Díaz-Canel classificou o resultado como histórico, enquanto o presidente chileno, José Antonio Kast, de direita, telefonou ao brasileiro para discutir integração econômica e combate ao crime organizado.
Na Colômbia, o presidente Abelardo de la Espriella, também de direita, reconheceu o resultado apesar de ter apoiado Flávio Bolsonaro. Lembrou que Lula havia apoiado seu adversário nas eleições colombianas, mas defendeu o respeito à vontade popular e a manutenção das relações entre os dois países.
Também parabenizaram Lula os presidentes do Paraguai, Santiago Peña; do Uruguai, Yamandú Orsi; do Peru, Keiko Fujimori; e do Equador, Daniel Noboa, entre outros líderes da região.
Na Europa, o presidente francês Emmanuel Macron destacou a parceria entre Brasil e França, enquanto a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, associou o resultado à defesa da democracia e do multilateralismo.
O chanceler alemão Friedrich Merz defendeu o aprofundamento das relações estratégicas com o Brasil. O primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez viu na vitória um sinal de fortalecimento das forças progressistas. Portugal, por meio de Luís Montenegro, também saudou a reeleição.
O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky parabenizou Lula e agradeceu o apoio brasileiro à integridade territorial da Ucrânia.
Entre os integrantes do BRICS, o presidente russo Vladimir Putin enviou uma carta a Lula, a quem chamou de "prezado amigo", destacando a defesa da soberania brasileira. O primeiro-ministro indiano Narendra Modi classificou a reeleição como uma vitória notável.
A China, por meio do porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Guo Jiakun, afirmou respeitar a escolha do povo brasileiro. Questionado sobre o pedido de anulação do resultado apresentado por Flávio Bolsonaro, o representante chinês reiterou essa posição.
O presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, também cumprimentou Lula, assim como dirigentes de países asiáticos e de outras regiões.
O silêncio mais significativo, até a manhã desta segunda-feira, vinha de Washington e Buenos Aires. A Casa Branca não havia divulgado mensagem oficial de congratulações. Reportagens apresentavam versões divergentes sobre eventuais declarações de Donald Trump questionando o resultado eleitoral, sem apresentação de provas de irregularidades.
Na Argentina, Javier Milei, que apoiou Flávio Bolsonaro e fez críticas a Lula durante a campanha, também não havia se manifestado oficialmente.
O quadro internacional revela que, apesar das divergências ideológicas, a maior parte dos governos que se pronunciaram reconheceu o resultado das urnas brasileiras e sinalizou disposição para manter ou ampliar as relações diplomáticas com o país.
é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 96 FM Natal, 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras.
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