Política
15/04/2026
O PSDB quer Ciro Gomes na disputa pelo Palácio do Planalto. O convite oficial partiu de Aécio Neves, presidente nacional da sigla, na noite de ontem (14).
Aécio fez o apelo durante uma reunião com a bancada na Câmara dos Deputados. Ele busca um nome para liderar o que chama de "centro democrático".
“Fiz um apelo para que ele se disponha a liderar um novo caminho para o Brasil, o caminho do centro democrático, liberal na economia, inclusivo do ponto de vista social, responsável no campo da gestão pública”, afirmou o deputado.
Ciro Gomes, que voltou recentemente ao ninho tucano, recebeu a proposta com surpresa. Até então, o cearense focava seus esforços em retornar ao governo do seu estado natal.
“Estou construindo, até o momento, uma alternativa ao governo do Estado [do Ceará]. No entanto, um apelo, uma lembrança ou convocação como essa que me foi feita agora não pode ser considerada apenas um agrado ao meu sofrido coração”, declarou Ciro.
O ex-governador prometeu analisar a ideia com atenção. Ele apontou o alto endividamento das famílias brasileiras como um fator preocupante que exige fôlego político.
Aécio Neves não poupou elogios ao novo aliado. Para ele, o PSDB precisa de um nome de peso para a presidência, além dos sete candidatos que já possui aos governos estaduais.
“Eu estou estimulando o companheiro Ciro Gomes a se colocar como uma alternativa para o Brasil”, reforçou o líder mineiro. Ele acredita que não há ninguém mais preparado no cenário atual.
“Não encontro hoje no quadro político nacional alguém com tantas qualificações, tão atualizado em relação à realidade brasileiro e com tanta contribuição a dar ao Brasil”, completou Aécio.
Ciro carrega na bagagem quatro tentativas anteriores de chegar ao cargo máximo da nação (1998, 2002, 2018 e 2022). Apesar da persistência, o político nunca conseguiu avançar para o segundo turno.
Em sua última aventura eleitoral, o cearense beliscou pouco mais de 3% dos votos, terminando em quarto lugar. Agora, sob nova bandeira, ele pode tentar quebrar esse tabu histórico nas urnas.
é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, assina coluna política no jornal Agora RN e edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.
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